quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Alguém engoliu a fava

Quando eu era um jovem e chegava a esta altura de mais um aniversário, começava a falar com aqueles amigos que eu sempre gostei de ter ao meu lado nesse dia, e convidava-os para o encontro habitual em minha casa para a famosa fatia de bolo, comer e beber mais qualquer coisa.

Nunca fui muito de festas. Aliás não tenho memórias nenhumas de festas de aniversário… a não ser quando comecei eu a fazê-las já “homenzinho”, trabalhador-estudante, e sempre sem dar trabalho  à minha mãe que não gostava de confusões mas fazia questão de provar do bolo, que era sempre feito por mim.

Eu não podia deixar nada sujo,  e depois da festa a casa tinha que ficar arrumada e limpa. «Isso é assunto teu» dizia ela quase sempre aborrecida por ter que aguentar umas horas de confusão e barulho, mas acabava por dar o braço a torcer e convivia com os presentes.

Humores à parte… lembro-me um dia, depois de preparar a mesa com uns petiscos para os convidados que mais tarde chegariam, que abri o forno e tirei o bolo que estava cozido e pronto para desenformar. 
Foi precisamente naquele momento famoso (e delicado) de virar a forma para fazer deslizar o conteúdo para o prato que, sem explicação possível (e não se tratava de falta de jeito pois já tinha feito aquilo várias vezes), a forma vai para um lado, o prato para outro e o bolo… zás! No chão (depois de ter batido na beira da mesa), numa viagem alucinante e rápida, ficando partido aos meus pés.


Após um momento de boca aberta, sem saber como aquilo aconteceu, começo a insultar o bolo (até parecia que tinha culpa), a forma, o prato, com quase todos os nomes sonantes da época, até que a minha mãe chega e me pede moderação na linguagem (acho que nessa altura ela já ouvia mal, mas percebeu perfeitamente o que eu estaria a dizer), seguido da famosa frase: «És sempre o mesmo cabeça no ar. Lindo serviço» virando costas e esperando que eu resolvesse o assunto rapidamente….

Depois de analisar a situação, com  mesa posta e convidados dali a nada a chegarem e sem tempo para fazer novo bolo, decido “meter mãos à obra”… arranjo um prato novo (o outro partiu), apanho o bolo do chão, e reconstruo o dito no prato. À primeira vista até nem tinha mau aspecto, mas a verdade é que parecia que tinha andado na guerra colonial… por isso, decido fazer uma cobertura para o bolo aproveitando as claras… qualquer coisa no género, e até que deu para disfarçar um pouco.

Mais tarde, e já com os convidados em casa, na hora de cantar os parabéns e atacar a “obra prima” eu peço desculpa aos presentes pelo aspecto do bolo, desculpando-me que foi devido a ter usado uma farinha diferente… mas, para compensar, avisei que tinha colocado algures no bolo, um brinde, tipo fava no bolo-rei como acontecia nessa época  (isto é que ele é esperto), que dava direito a quem saísse, a jantar comigo num restaurante italiano que tinha sido inaugurado há pouco tempo no Porto, e eu é que pagava o jantar.

O bolo foi todo! «Estava uma delícia» disseram todos. A minha mãe provou e gostou, e eu não paguei jantar nenhum 😊 Alguém  engoliu a fava… ou melhor, a “mentira”. 😋


Actualmente não faço bolos, encomendo e de preferência de gelado!


Tudo de bom!
:)
;)

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Daqui Ali - De Portugal à África do Sul

Ontem foi dia de apresentação do livro Daqui Ali – De Portugal à África do Sul de bicicleta, do António Pedro Moreira, e eu estive presente.




É sempre um prazer ouvir este jovem, ler o que escreve, acompanhar as suas viagens e  construção das suas memórias .


Como é que se volta atrás depois de percebermos quem somos e o que queremos fazer? Olhar para a VIDA da mesma forma que olhávamos antes de 50.000km por terra de Portugal a Singapura? Não se volta. Ainda que em casa, a mente segue sempre, deixando os dias passar com outros destinos ao assalto. África. Uma Bicicleta. E uma alma em direcção a um Adamastor redimido, passando por todo o desconhecido que de si me separa, sempre com o desejo que, se tentar com força suficiente, me dilua nas terras e gentes que as habitam. Medos, frustrações, provações, e a alma lançada a cada canto e esquina, caindo sempre inteira. O Amor dá força, e o Amor de quase cada estranho que encontrei estrada fora não a deixou nunca partir. 

O Amor e as provações dançaram, e escreveram estas páginas.



Este é o quarto livro do autor.



BIOGRAFIA DO AUTOR

Acho que nasci a chorar, assustado com aquelas luzes todas, nos idos de 84. O mundo não resistiu e encapsulou-me, oferecendo-me a estabilidade e alegrias mais comummente desejadas. De um liceu bem passado em Vale de Cambra segui para uma Universidade melhor passada, em Coimbra. Ao abrigo de desculpas de que não há trabalho para psicólogo em Portugal, deixei-me aterrar na Noruega por seis meses, e em Inglaterra por dois anos, seguindo um caminho que, ainda que incomum, já outras pessoas tinham traçado. Quis traçar o meu e despedi-me para ir viajar. Agora vivo meio ao desbarato, viajando, escrevendo, e trabalhando.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Beijos e rabanadas


Quentes… acabadinhas de fazer, pedes logo outra a seguir;

Crocantes… com Vinho do Porto, fios de ovos e frutos secos;

Doces… com mel, em que fica sempre qualquer coisa colada ao céu da boca;

A nossa… aquela que te deixa sem fôlego, em que dás a primeira garfada, levas à boca, fechas os olhos, e lentamente saboreias aquela explosão de sabores, num misto de sensações que não consegues descrever por muito especialista que sejas.

…«Então? Que tal? Estão boas?...»

Adoro!... Só mais um 👄

Tudo de bom.
:)
;)

domingo, 5 de fevereiro de 2017

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

É muito tempo... ou não


Passaram 31 dias deste ano de 2017… aceitei o desafio e lá vou tirando umas fotos, e até agora nada há que reclamar. Está em jogo um jantar 😉, ou pago eu ou paga quem me desafiou, e como dizia o meu avô, «teima, mas nunca apostes».

Desafios de lado, o mês até teve momentos excelentes… fotografados ou não, com frio, sol e chuva, o que torna este mês igual a tantos outros. A diferença está, na importância que lhe posso dar, pois de resto é vira o disco e toca o mesmo.

Para o novo mês que se aproxima tenho uma tarefa muito importante, despedir-me do ‘cinquentenário’ e preparar-me para receber  o Sex… Sexagenário.👀😎
Mas antes disso… aproveitemos o tempo…

O tempo, a passar, passou e o que há-de vir. E depois deste tempo todo, e do tempo que não houve… porque não houve tempo, houve tempo… finalmente.


É muito tempo. Ou não...é relativo.

Tudo de bom.

:)

;)

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Desafio fotográfico


O desafio lançado por um amigo, em finais de 2016, consiste em tirar uma foto por dia nos primeiros sessenta dias do ano. Não obedece a nenhum critério especial, simplesmente retrata um determinado momento do dia, o que para além da atenção me tem dado algum gozo.

As fotos vão sendo publicadas aqui, para quem as quiser ver ou seguir este desafio.

Não sei se foi de propósito ou não, mas o referido desafio acaba precisamente no dia do meu aniversário…😎

Tudo de bom!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Carta, cabelo e... o raio da música

Era inevitável e já fazia parte da lista das coisas a fazer neste mês de Janeiro, renovar a carta de condução. 
Bem cedo e numa manhã com muito sol (nem me atrevo a dizer que estava frio que o RSF dá logo uma gargalhada), cheguei à Loja do Cidadão que tenho relativamente perto de minha casa (é verdade… e desconhecia a sua existência) e fui logo atendido por uma simpática funcionária acompanhada por uma estagiária (deduzo eu…)


- Bom dia. Ora então é para renovar a carta de condução, certo?
- Certíssimo (e de repente começo a ouvir a música que desde que acordei, tocava na minha cabeça… certifico que tinha desligado o mp3… olho bem para ele… sim, estava desligado… mas o raio da música sempre a tocar na cabeça…)

...
Don't cha wish your girlfriend was hot like me
Don't cha wish your girlfriend was a freak like me


- Tem alguma alteração a fazer?
- Não. Só mesmo o cabelo (e desato-me a rir….logo seguido pela estagiária e pela funcionária que coordenava a operação)


- Olha que giro… (disse a estagiária), nunca tinha visto uma carta de condução dessas (… acho que me está a chamar velho)
 ...

Don't cha wish your girlfriend was hot like me
Don't cha wish your girlfriend was a freak like me

E o raio da música sempre a “tocar” na minha cabeça… e eu só pedia para sair dali o mais rapidamente possível… socorro! Ainda começo a dançar aqui na Loja do cidadão

... 
Don't cha wish your girlfriend was hot like me
Don't cha wish your girlfriend was a freak like me

- Mesmo sem cabelo continua muito simpático (disse a outra funcionária enquanto ficava algo corada…)
- Obrigado… (agarrem-me que me vou a ela…)

Depois de tirar a famosa foto (está bem assim? Está pouca gente até podemos demorar um pouco se quiser repetir…), assinei o documento necessário e agradeci a simpatia, desejando um resto de dia feliz. 

E lá fui todo contente em direcção à porta de saída, com menos trinta euros no bolso, e uma certeza… isto de ser Sex... quase Sexagenário, tem muito que se lhe diga.

E a música… mas que coisa, não me sai da cabeça.
….

Don't cha wish your girlfriend was hot like me
Don't cha wish your girlfriend was a freak like me

[The Pussycat Dolls - Don't Cha]

Tudo de bom!

😎😉

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Adoro mesmo!


Adoro segundas, terças, quartas, quintas, sextas, sábados, domingos e feriados. Adoro despertar cedo, adoro o sol, o frio. Adoro a chávena quente, os meus flocos matinais e os pássaros lá fora a pedir o pão habitual.

Adoro contar e viver (d)estes juros capitalizáveis, do euro milhões que me saiu numa tarde de Maio…

Adoro mesmo!

Tudo de bom.
😍

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Ainda o (Pai) Natal (ou a falta de pedalada)

Eu e o Pai Natal temos uma relação algo complicada, ainda do tempo do Menino Jesus, altura em que descobri que afinal aquelas cartas escritas com tanto sacrifício (em fazer uma letra bonita entre duas linhas feitas a lápis que depois eram apagadas) e atenção (sem erros ortográficos) não passavam de uma grande mentira. Foi um autêntico golpe no coração…

Mais tarde ajustei contas com ele, o tal de Menino, já grandinho… queres figos? Espera aí que já te digo…Passei eu a ser o meu próprio Pai Natal, escrevendo na mesma a ‘minha carta’ com as prendas que eu queria para o natal, e foi assim durante muitos anos, principalmente enquanto trabalhei. 


Nem vos digo nem vos conto as prendas que eu “ganhei” nessa altura, mas, havia sempre uma que eu me recusava a colocar na carta, pois esperava sempre que alguém tivesse a iniciativa de a colocar no sapatinho (sim, no sapatinho, porque cá em casa ainda colocamos os sapatos na chaminé à espera da meia-noite, e sempre com a arma de chumbos carregada para a eventualidade de o Sr das Barbas trazer meias e cuecas...ele nem se atrevia), e que era uma bicicleta!

É verdade, nunca tive uma bicicleta, e durante estes anos todos só ouço, ai e tal faltam os pneus…. é já a seguir… és muito crescidinho (querem dizer velhote?)… ai tens que ter cuidado com o coração… ai já não tens pedalada (Tá bem tá… queres fazer um treininho comigo, queres?)…. ai agora com chuva… ai e tal… ai e depois só podes andar tu, que eu não sei (aprende!).
Enfim, com as desculpas habituais, assim foram passando os anos, o tempo e a vontade de voltar a pedir a famosa bicicleta. 

Agora continuo a fazer pedidos ao Pai Natal, só que de forma e gostos mais requintados. E como dizem que não há duas sem três… eu vou continuar a insistir.



Entretanto, já me dou por contente com uma garrafita de vodka. Não será bem a mesma coisa, mas que também é preciso "pedalada"... lá isso é verdade e muita!



Tudo de bom.

;)

domingo, 1 de janeiro de 2017

À tua moda


Pode não parecer, mas a festa já lá vai, e o tempo é outro.
O ano é novo mas a vida é a mesma, as horas os minutos, os meses, os dias… ficam os momentos, as recordações.
E que seria eu sem os meus momentos, sem as minhas recordações😎

- Gosto dessa blusa.
Gostas? Eu também
- Gosto desse vestido.
Eu adoro
- E esse casaco fica-te muito bem, assim como os sapatos…
Eu também gosto, é tudo a condizer
- É bom que se diga que tenho muito bom gosto, e só te ofereço coisas bonitas, confessa.
Eu também escolhi bem…
- Pois
E já agora, ficas a saber que tenho mais duas coisas que foste tu que ofereceste. 
- A sério? Não me estou a lembrar…
Sim. É caso para dizer que hoje, estou… à tua moda.

- Para não dizer outra coisa… 😍


Para todos que me acompanham e seguem esta minha aventura nos blogs, que já  dura há  12 anos, desejo um BOM ANO!

Tudo de bom.

😉 
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